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HISTORIAL

Recordemos...

As feiras são uma das mais importantes instituições do período medieval em Portugal. Quase todas as feiras se realizavam em épocas relacionadas com festas da Igreja e, no local onde se faziam, existia uma paz especial, a paz da feira, que proibia todos os actos de hostilidade, sob penas severas em caso de transgressão.

A primeira menção duma feira portuguesa vem registada no Foral de Castelo Mendo de 1229 que se realizava três vezes no ano, durante oito dias de cada vez. Todos os que a ela concorressem, tanto nacionais como estrangeiros, teriam segurança contra qualquer responsabilidade civil ou criminal que pesasse sobre eles. Entre os privilégios que mais favoreceram o desenvolvimento das feiras portuguesas há que mencionar o que isentava os feirantes do pagamento de direitos fiscais, nomeadamente portagens, a que se dava o nome de feiras francas.

A partir do reinado de D. Afonso III (1248-1279) multiplica-se o número das ferias e ampliam-se as garantias e os privilégios jurídicos concedidos aos feirantes. O fomento do comércio interno por meio da instituição de feiras, teve como consequência o aumento populacional de determinadas zonas pouco povoadas, para além de engrandecer os rendimentos da coroa.

Durante o reinado de D. Dinis (1279-1325) activa-se o impulso dado anteriormente. O Entre Douro e Minho, a Beira e até o Alentejo cobrem-se de feiras, nomeadamente de feiras francas.

A partir do reinado de D. Fernando (1357-1367) a situação começa a alterar-se. Primeiro, foram as sucessivas guerras com Castela que prejudicaram grandemente o comércio ambulante. De seguida, a revolução de 1383-85, que teve como consequência um reforço da protecção real aos comerciantes das cidades e vilas em detrimento dos mercadores ambulantes.

Apesar de, em 1528, ter sido concedida uma feira franca a Vila Viçosa e, em 1576, à cidade do Porto, parece poder considerar-se o fim do século XV como o período de enfraquecimento da importância das feiras em Portugal. As cidades e as vilas, desenvolvendo-se e prosperando, serviam mais adequadamente os interesses e as necessidades económicas da comunidade do que as feiras. É natural que esse declínio se acentuasse no século XVI, quando Portugal brilhou como potência marítima e ultramarina, quando o grande comércio se concentrou definitivamente nas cidades portuárias do litoral. A partir do reinado de D. Manuel I (1495-1521) as feiras entraram numa fase de decadência.

No século XVIII ainda se instituíram feiras. Em 1720 criou-se no Porto uma feira franca de fazendas e animais. Em 1776, durante o governo do Marquês de Pombal, realizou-se em Oeiras, durante três dias, uma feira a que podemos chamar a primeira feira industrial portuguesa, com representação de todos os produtos da indústria nacional da época.

Apesar de todas as vicissitudes, algumas feiras tradicionais sobrevivem até aos nossos dias.

Actualmente...

A FNAF só muito recentemente foi constituída, porem à muito tempo é desejada, pelos feirantes. Já no passado, os feirantes começaram a sentir a necessidade de se organizarem com o intuito de defender os seus interesses, muitas vezes “esmagados”, pelo poderio. Para tal, e por ordem cronológica, surgiram as comissões de feirantes e por fim as Associações de Feirantes, que aos poucos se foram implementado, com mais ou menos dificuldades, sobrevivendo e sempre que possível, crescendo.

E assim é, abrindo a um caminho de sentido único, que aos poucos se tem vindo a desbravar.

Na dignificação da classe e da profissão as Associações sentiram que estava na hora de deixarem de ser locais ou regionais, e que a união a nível Nacional era o “passo certo”, era a “hora” da Federação, nascer e rapidamente crescer. Assim foi e hoje congratulamo-nos de ter atingido um estatuto de reconhecimento nacional.

A FNAF, tal como consta dos seus objectivos tem como finalidade e compromisso de levarem a quem de direito as preocupações que surgem no dia-a-dia da classe, sempre no intuito de alcançar o sucesso, quer com o poder local, quer com o poder central ou outras, utilizando a arma do consenso. A existência da Federação é hoje uma mais valia e criou através deste blog, uma linha aberta de informação, assim como uma linha aberta e directa através dos respectivos comentários, para receber sugestões e informações relacionadas com feiras e feirantes e que as mesmas tenham importância superior à gestão das suas Associações. Por tudo o que se disse e pelo que ficou por dizer, permitam-nos um VIVA A FEDERAÇÃO

 

 

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